O juízo cheio de inteligência e de justeza pronunciado por Pânfilo de Cesareia, em sua Apologia de Orígenes, sobre o pensamento e o método deste:
Nós, porém verificamos frequentemente que ele fala com grande temor de Deus e com toda a humildade, quando se desculpa por expor o que lhe vem à mente, em discussões muito, exasperadas e pelo abundante exame das Escrituras; em sua exposição, costuma com frequência acrescentar e confessar que não dá opinião definitiva, nem exprime uma doutrina estabelecida, mas pesquisa na medida de suas forças; que discute o sentido das Escrituras e não pretende tê-lo compreendido de maneira integral nem perfeita; diz que sobre muitos pontos tem, antes, um pressentimento, mas não está seguro de ter atingido em todas as coisas a perfeição, nem a solução integral. Nós o vemos, às vezes, reconhecer que hesita em muitos pontos a respeito dos quais levanta as questões que lhe vem à mente; não lhes dá solução, mas, com toda a humildade e verdade, não se envergonha de confessar que nem tudo está claro para ele. Frequentemente o vemos inserir em seus discursos palavras que, hoje, mesmo os mais ignorantes de seus difamadores não se dignariam pronunciar, isto é, se alguém fala ou se exprime a respeito desses assuntos melhor do que ele, é preferível escutar este último. além disso, às vezes o vemos dar explicações diferentes sobre um mesmo assunto; e com toda a reverência, como alguém que sabe que está falando das Sagradas escrituras, depois de expor muitos pensamentos que lhe vieram à mente, pede aos que o lêem que verifiquem cada uma de suas afirmações e conservem o que o leitor prudente julgar mais justo; seguramente porque todas as questões que ele levantara e discutira não deviam ser consideradas dignas de aprovação e definitivamente irrevogáveis, uma vez que, segundo nossa fé, há nas Escrituras muitas coisas misteriosas e ocultas em seu recôndito. Se observarmos, com maior atenção, com que sinceridade e SENSO CATÓLICO ele se manifesta a respeito de todos os seus escritos, no prefácio dos livros que redigiu sobre o Gênesis, conheceremos facilmente, a partir desse texto, todo o seu pensamento.
Apologia de orígenes, Prefácio. a partir da tradução de H. crouzel, Origène, Paris, 1985, pp. 317-318.
Esta página de Pânfilo refuta antecipadamente as acusações feitas posteriormente contra Orígenes.
domingo, 5 de julho de 2009
CARTA DE ORÍGENES A GREGÓRIO TAUMATURGO
Conselhos de um mestre a um discípulo
Tuas disposições naturais podem, assim, fazer de ti um jurista romano perfeito e um filósofo grego pertencente a uma das escolas renomadas. Mas eu, por mim mesmo, gostaria que utilizasses toda a tua força de tuas disposições naturais tendo por fim a doutrina cristã. Quanto ao meio a empregar, desejaria, por esse motivo, que tirasses da filosofia grega tudo o que pode servir como ensinamento encíclico ou propedêutico de introdução ao cristianismo; e igualmente da geometria e da astronomia, tudo o que for útil à interpretação da Sagrada Escritura. E assim, o que dizem os filósofos da geometria e da música, da gramática, da retórica e da astronomia, chamando-as auxiliares da filosofia, nós o aplicaremos, de nosso lado, à própria filosofia com relação ao cristianismo...
Tu, pois, meu senhor e filho, aplica-te principalmente à leitura das divinas Escrituras; aplica-te bem a isso, porque necessitamos de muita aplicação quando lemos os livros divinos, para não pronunciar alguma palavra ou ter algum pensamento excessivamente temerário a respeito deles. Aplicando-te a lê-los com a intenção de crer e de agradar a Deus, bate, na tua leitura, à porta do que está fechado, e ele te abrirá - o porteiro de quem Jesus disse: "Àquele o porteiro abre". aplicando-te a essa divina leitura, procura, com retidão e confiança inabalável em Deus, o sentido dos divinos escritos, oculto a muitos. Não te contentes em bater e em procurar, pois é absolutamente necessário orar para compreender as coisas divinas. Foi para nos exortar a isso que o Salvador não disse apenas: "Batei e abrir-se-vos-á" e "Buscai e achareis", mas também: "Pedi e vos será dado". Ousei falar assim por causa do meu amor paternal por ti. Se é bom, ou não, tê-lo ousado, só Deus pode saber, e seu Cristo, e aquele que participa do Espírito de Deus e do Espírito de Cristo.
A partir da tradução de Sources Chrétiennes, n. 148,pp.187-195
Tuas disposições naturais podem, assim, fazer de ti um jurista romano perfeito e um filósofo grego pertencente a uma das escolas renomadas. Mas eu, por mim mesmo, gostaria que utilizasses toda a tua força de tuas disposições naturais tendo por fim a doutrina cristã. Quanto ao meio a empregar, desejaria, por esse motivo, que tirasses da filosofia grega tudo o que pode servir como ensinamento encíclico ou propedêutico de introdução ao cristianismo; e igualmente da geometria e da astronomia, tudo o que for útil à interpretação da Sagrada Escritura. E assim, o que dizem os filósofos da geometria e da música, da gramática, da retórica e da astronomia, chamando-as auxiliares da filosofia, nós o aplicaremos, de nosso lado, à própria filosofia com relação ao cristianismo...
Tu, pois, meu senhor e filho, aplica-te principalmente à leitura das divinas Escrituras; aplica-te bem a isso, porque necessitamos de muita aplicação quando lemos os livros divinos, para não pronunciar alguma palavra ou ter algum pensamento excessivamente temerário a respeito deles. Aplicando-te a lê-los com a intenção de crer e de agradar a Deus, bate, na tua leitura, à porta do que está fechado, e ele te abrirá - o porteiro de quem Jesus disse: "Àquele o porteiro abre". aplicando-te a essa divina leitura, procura, com retidão e confiança inabalável em Deus, o sentido dos divinos escritos, oculto a muitos. Não te contentes em bater e em procurar, pois é absolutamente necessário orar para compreender as coisas divinas. Foi para nos exortar a isso que o Salvador não disse apenas: "Batei e abrir-se-vos-á" e "Buscai e achareis", mas também: "Pedi e vos será dado". Ousei falar assim por causa do meu amor paternal por ti. Se é bom, ou não, tê-lo ousado, só Deus pode saber, e seu Cristo, e aquele que participa do Espírito de Deus e do Espírito de Cristo.
A partir da tradução de Sources Chrétiennes, n. 148,pp.187-195
O ensino de Orígenes em Alexandria
Quando viu que ele sozinho não bastava para o estudo aprofundado, a pesquisa e a explicação das letras sagradas, e ainda a catequese dos que procuravam e não lhe permitiam nem mesmo respirar, porque, uns após outros, frequentavam sua escola da aurora até à noite, dividiu o grande número de pessoas e, entre seus discípulos, escolheu Héracles, zeloso nas coisas divinas e, aliás, homem muito discreto e a quem não faltava a filosofia. Entregou ao colega a catequese, confiando-lhe a primeira iniciação dos que acabavam de começar, reservando para si a instrução dos mais adiantados.
E enquanto o renome de Orígenes era celebrado por toda a parte, muitas pessoas instruídas o procuravam para fazer junto desse homem a experiência da aptidão nas doutrinas sagradas. Milhares de hereges e um grande número de filósofos juntavam-se à ele com zelo para dele aprender - podemos quase afirmar - não apenas as coisas divinas, mas também as da filosofia profana.
Na verdade, todos os que ele julgava naturalmente bem dotados eram introduzidos nas disciplinas filosóficas, na geometria, na aritmética e nos outros ensinamentos preparatórios; depois, ele lhes dava a conhecer as seitas existentes entre os filósofos e lhes explicava os escritos destes, comentava-os e examinava-os pormenorizadamente, de modo que entre os próprios gregos esse homem era proclamado um grande filósofo.
Ele conduzia os menos dotados, em grande número, aos estudos cíclicos (ciclo dos estudos clássicos), cuja utilidade não seria pequena, em sua opinião, em vista do conhecimento e da preparação às Escrituras divinas. Assim, julgava inteiramente necessário, mesmo para si próprio, exercitar-se nas disciplinas profanas e na filosofia...
As testemunhas de seus sucessos nessas matérias são os próprios filósofos gregos que brilharam no seu tempo, e em cujas obras encontramos inúmeras referências a esse homem; a ele dedicam seus próprios escritos e apresentam trabalhos pessoais ao seu julgamento, como a de um mestre.
Eusébio de Cesaréia, História eclesiástica, VI, 15; 18-19.
E enquanto o renome de Orígenes era celebrado por toda a parte, muitas pessoas instruídas o procuravam para fazer junto desse homem a experiência da aptidão nas doutrinas sagradas. Milhares de hereges e um grande número de filósofos juntavam-se à ele com zelo para dele aprender - podemos quase afirmar - não apenas as coisas divinas, mas também as da filosofia profana.
Na verdade, todos os que ele julgava naturalmente bem dotados eram introduzidos nas disciplinas filosóficas, na geometria, na aritmética e nos outros ensinamentos preparatórios; depois, ele lhes dava a conhecer as seitas existentes entre os filósofos e lhes explicava os escritos destes, comentava-os e examinava-os pormenorizadamente, de modo que entre os próprios gregos esse homem era proclamado um grande filósofo.
Ele conduzia os menos dotados, em grande número, aos estudos cíclicos (ciclo dos estudos clássicos), cuja utilidade não seria pequena, em sua opinião, em vista do conhecimento e da preparação às Escrituras divinas. Assim, julgava inteiramente necessário, mesmo para si próprio, exercitar-se nas disciplinas profanas e na filosofia...
As testemunhas de seus sucessos nessas matérias são os próprios filósofos gregos que brilharam no seu tempo, e em cujas obras encontramos inúmeras referências a esse homem; a ele dedicam seus próprios escritos e apresentam trabalhos pessoais ao seu julgamento, como a de um mestre.
Eusébio de Cesaréia, História eclesiástica, VI, 15; 18-19.
Vida do insinge padre Orígenes de Alexandria
Nascido por volta de 185 em uma família profundamente cristã, Orígenes esteve, desde a juventude, no ambiente de perseguição da Igreja pelo poder, no tempo de Sétimo Severo. Seu pai morreu mártir em 202 mais ou menos, e é provavelmente o exíio forçado do clero de Alexandria que explica o fato de, pouco tempo depois, aos 18 anos, ele ter sido encarregado pelo bispo Demétrio da formação dos catecúmenos.
Assume suas funções não apenas com seriedade, mas com exagero dramático, vendendo seus livros profanos e impondo-se uma vida extraordianriamente mortificada, chegando à castração voluntária: fato estranho, mas por demais conhecido e criticado, para que seus admiradores mais entusiastas pudessem tê-lo negado.
Fazem parte do seu auditório pessoas intelectualmente exigentes e mesmo pagãos e adeptos de seitas atraídos por seu renome. Esse novo público o convence da necessidade de se orientar para um estudo sistemático e rigoroso da Escritura, e para uma reflexão teológica aprofundada. Daí data sua opção definitiva pela pesquisa e ensinamento científico, apoiados nas disciplinas profanas. Inaugura assim, um profundo ensinamento cristão, fazendo seus alunos passar pelo ciclo dos estudos clássicos para chegar ao estudo da Bíblia e da doutrina. ele mesmo é levado a iniciar-se em filosofia; recebe, talvez, as lições de Amônio Sakkas, pouco mais tarde mestre de Plotino e considerado iniciador do neoplatonismo. Isso é de primordial importância para a história do pensamento patrístico: a influência da tradição platônica se torna, com Orígenes, não exclusiva, longe disso, mas predominante em relação às outras correntes filosóficas, em muitos dos padres. Na história geral da filosofia, Orígenes é testemunha da passagem do "médio platonismo" ao neoplatonismo. No entanto, não conheceu Plotino, 20 anos mais jovem que ele.
O incêndio da perseguição crescia nesse momento, e milhares de fiéis haviam cingido a coroa do martírio; uma tal paixão pelo martírio se apoderou da alma de Orígenes, ainda muito criança, que ele se encheu de coragem para se expor aos perigos, saltar e correr para a luta.
Pouco faltou, já nesse momento, para que estivesse bem próximo o fim de sua vida, mas a divina e celeste Providência, tendo em vista o proveito de muitos, colocou-lhe obstáculos à coragem, por intermédio de sua mãe. Pois ela suplicou, primeiro com palavras, exortando-o a ter compaixão dos sentimentos maternos quen tinha por ele; no entanto, vendo-o agitar-se com mais vigor, quando ele, tendo sabido da captura e da prisão do pai, fora inteiramente tomado pelo desejo do martírio, escondeu todas as suas roupas obrigando-o assim a ficar em casa. Mas, como ele já não podia fazer nada e seu desejo crescia acima de sua idade, não lhe permitindo ficar inativo, enviou ao pai uma carta cheia de exortações a respeito do martírio, na qual ele o animava, diendo textualmente: "Preserva-te de mudar de opinião por nossa causa". Que isso seja anotado por escrito, como a primeira prova da vivacidade de espírito de Orígenes criança e de suas inclinações bem evidentes pela religião.
na verdade, ele já lançara fundamentos sólidos nos conhecimentos da fé, exercitando-se desde à infância nas divinas Escrituras; aplicara-se a isso laboriosamente e não em medida comum, pois o pai, não contente em fazê-lo passar pelo ciclo dos estudos, não havia considerado acessória a preocupação pelas Escrituras. Portanto, acima de tudo, antes que se dedicasse às disciplinas helênicas, incitara-o a realizar estudos sagrados, exigindo dele, todos os dias, recitações e relatórios...
Quanto a ele, extremamente satisfeito, dava as maiores graças a Deus, causa de todos os bens, por se ter dignado fazer dele o pai de tal filho. Dizem que parava, então, com freqüência, junto do filho adormecido e, descobrindo-lhe o peito, como se um espírito divino lhe habitasse o interior, beijava-o com respeito, julgando-se feliz pela posteridade que tinha.
FONTE:
Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, VI, 2;3-11
A partir da tradução de Sources Chrétiennes, n. 41,pp. 83-85.
Assume suas funções não apenas com seriedade, mas com exagero dramático, vendendo seus livros profanos e impondo-se uma vida extraordianriamente mortificada, chegando à castração voluntária: fato estranho, mas por demais conhecido e criticado, para que seus admiradores mais entusiastas pudessem tê-lo negado.
Fazem parte do seu auditório pessoas intelectualmente exigentes e mesmo pagãos e adeptos de seitas atraídos por seu renome. Esse novo público o convence da necessidade de se orientar para um estudo sistemático e rigoroso da Escritura, e para uma reflexão teológica aprofundada. Daí data sua opção definitiva pela pesquisa e ensinamento científico, apoiados nas disciplinas profanas. Inaugura assim, um profundo ensinamento cristão, fazendo seus alunos passar pelo ciclo dos estudos clássicos para chegar ao estudo da Bíblia e da doutrina. ele mesmo é levado a iniciar-se em filosofia; recebe, talvez, as lições de Amônio Sakkas, pouco mais tarde mestre de Plotino e considerado iniciador do neoplatonismo. Isso é de primordial importância para a história do pensamento patrístico: a influência da tradição platônica se torna, com Orígenes, não exclusiva, longe disso, mas predominante em relação às outras correntes filosóficas, em muitos dos padres. Na história geral da filosofia, Orígenes é testemunha da passagem do "médio platonismo" ao neoplatonismo. No entanto, não conheceu Plotino, 20 anos mais jovem que ele.
O incêndio da perseguição crescia nesse momento, e milhares de fiéis haviam cingido a coroa do martírio; uma tal paixão pelo martírio se apoderou da alma de Orígenes, ainda muito criança, que ele se encheu de coragem para se expor aos perigos, saltar e correr para a luta.
Pouco faltou, já nesse momento, para que estivesse bem próximo o fim de sua vida, mas a divina e celeste Providência, tendo em vista o proveito de muitos, colocou-lhe obstáculos à coragem, por intermédio de sua mãe. Pois ela suplicou, primeiro com palavras, exortando-o a ter compaixão dos sentimentos maternos quen tinha por ele; no entanto, vendo-o agitar-se com mais vigor, quando ele, tendo sabido da captura e da prisão do pai, fora inteiramente tomado pelo desejo do martírio, escondeu todas as suas roupas obrigando-o assim a ficar em casa. Mas, como ele já não podia fazer nada e seu desejo crescia acima de sua idade, não lhe permitindo ficar inativo, enviou ao pai uma carta cheia de exortações a respeito do martírio, na qual ele o animava, diendo textualmente: "Preserva-te de mudar de opinião por nossa causa". Que isso seja anotado por escrito, como a primeira prova da vivacidade de espírito de Orígenes criança e de suas inclinações bem evidentes pela religião.
na verdade, ele já lançara fundamentos sólidos nos conhecimentos da fé, exercitando-se desde à infância nas divinas Escrituras; aplicara-se a isso laboriosamente e não em medida comum, pois o pai, não contente em fazê-lo passar pelo ciclo dos estudos, não havia considerado acessória a preocupação pelas Escrituras. Portanto, acima de tudo, antes que se dedicasse às disciplinas helênicas, incitara-o a realizar estudos sagrados, exigindo dele, todos os dias, recitações e relatórios...
Quanto a ele, extremamente satisfeito, dava as maiores graças a Deus, causa de todos os bens, por se ter dignado fazer dele o pai de tal filho. Dizem que parava, então, com freqüência, junto do filho adormecido e, descobrindo-lhe o peito, como se um espírito divino lhe habitasse o interior, beijava-o com respeito, julgando-se feliz pela posteridade que tinha.
FONTE:
Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, VI, 2;3-11
A partir da tradução de Sources Chrétiennes, n. 41,pp. 83-85.
domingo, 15 de março de 2009
Dom Marcel Léfébvre e seu "Catolicismo"
Acabei de ler o e-book Carta Aberta Aos Católicos Perplexos de Dom Marcel Léfébvre.Para quem é católico romano tradicionalista se trata de um livro desesperador, triste e que confessa abertamente já não haver Igreja Católica a não ser com a turma do bispo "rebelde".Dom Marcel fala e demonstra que a nova missa não passa de uma ceia protestante, sabemos que essa missa protestante é assistida por 99% dos católicos romanos, ou seja, praticamente todos os romanistas são protestantes sem o saber.Dom Marcel diz que a doutrina da Igreja de Sempre mudou, que os catecismos mudaram e também o Código de Direito Canônico, que os comunistas e maçons se infiltraram na Igreja (acho que nunca chegou ao conhecimento do beato bispo que o papa Pio IX foi franco-maçon). E quem deseja salvar a sua alma tem que assistir ao menos uma vez por mês a missa de S. Pio V. Dom Marcel questiona o sacramento da crisma administrado pelos bispos pós Vaticano II, se a crisma pode ser questionada porque não o batismo romano e todos os outros sacramentos? Dom Marcel confessa que re-crismava!!!! Também pôs em dúvida a validade da nova eucaristia, deixando a opção para o romanista pensar se aquele pão ázimo é ou não o Corpo de Cristo, também questionou a confissão, enfim todos os sacramentos.O supracitado bispo também afirmou que João Paulo II foi um escândalo para a Igreja, que a Igreja se nivelou as outras religiões. E que essa nova Igreja Conciliar já não é a Igreja Católica. Criticou a colegialidade episcopal, o abandono da sotaina e do latim como língua oficial da Igreja.É um livro que deixa o católico perplexo, cheio de dúvidas e angústias, um livro que pode fazer o romanista abandonar a fé. Para nós que somos cristãos ortodoxos, esse livro é um caminho para se chegar à ortodoxia, pois aquelas pessoas que amam as Sagradas Tradições sejam litúrgicas sejam doutrinárias correrão para a Igreja Ortodoxa.
Toda a crítica de Dom Marcel é uma confissão de fracasso da Antiga Igreja Romana, confissão, nas entrelinhas é claro, de que ela não é a verdadeira Igreja fundada por N.S.J.C., mas uma instituição humana e caduca.Para nós ortodoxos, o livro serve como lição, para mantermo-nos firmes na doutrina apostólica. É muito interessante quando ele aborda o tema batina e o desenvolve. Diz que a batina do padre é um sinal, como se o padre fosse uma espécie de "sacramento", isto é, sinal visível da Igreja. Ele diz que os bispos e padres romanistas abandonaram a sotaiana ao passo que os monges budistas usam suas vestimentas e não se envergonham dela, também os jovens hare-krishnas se vestem assim e não se envergonham. Ele afirmou que os bispos e padres tem vergonha de usarem essas vestes porque tem medo de serem tachados de antiquados.O aspecto da língua litúrgica é também muito interessante uma vez que Dom Marcel prova sua eficácia. E que a língua preserva o rito de uma linguagem vulgar. O latim dá uniformidade a Igreja, quer dizer que todos falam a mesma língua e o latim se impõe como obstáculo ao padre que costuma improvisar nas missas. Para nós ortodoxos, isso é muito importante e devemos manter o vernáculo longe de nós. O ideal é que cada fiel ortodoxo aprenda sua língua litúrgica: grega, russa, ucraniana, copta, armênia, siríaca, etc... Se nossos padres cantarem nossas missas no vernáculo, logo hão de querer improvisar e isso é sinal de que a liturgia está prestes à ser protestantizada e aí toda a riqueza vai por água abaixo. Os padres se o quiserem bem podem ensianr o povo ou ao menos as ordens menores a cantar na língua sasgrdas de suas respectivas igrejas.
Toda a crítica de Dom Marcel é uma confissão de fracasso da Antiga Igreja Romana, confissão, nas entrelinhas é claro, de que ela não é a verdadeira Igreja fundada por N.S.J.C., mas uma instituição humana e caduca.Para nós ortodoxos, o livro serve como lição, para mantermo-nos firmes na doutrina apostólica. É muito interessante quando ele aborda o tema batina e o desenvolve. Diz que a batina do padre é um sinal, como se o padre fosse uma espécie de "sacramento", isto é, sinal visível da Igreja. Ele diz que os bispos e padres romanistas abandonaram a sotaiana ao passo que os monges budistas usam suas vestimentas e não se envergonham dela, também os jovens hare-krishnas se vestem assim e não se envergonham. Ele afirmou que os bispos e padres tem vergonha de usarem essas vestes porque tem medo de serem tachados de antiquados.O aspecto da língua litúrgica é também muito interessante uma vez que Dom Marcel prova sua eficácia. E que a língua preserva o rito de uma linguagem vulgar. O latim dá uniformidade a Igreja, quer dizer que todos falam a mesma língua e o latim se impõe como obstáculo ao padre que costuma improvisar nas missas. Para nós ortodoxos, isso é muito importante e devemos manter o vernáculo longe de nós. O ideal é que cada fiel ortodoxo aprenda sua língua litúrgica: grega, russa, ucraniana, copta, armênia, siríaca, etc... Se nossos padres cantarem nossas missas no vernáculo, logo hão de querer improvisar e isso é sinal de que a liturgia está prestes à ser protestantizada e aí toda a riqueza vai por água abaixo. Os padres se o quiserem bem podem ensianr o povo ou ao menos as ordens menores a cantar na língua sasgrdas de suas respectivas igrejas.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Defesa da fé pelo professor Domingos Pardal Braz
Gostaria, antes de tudo, de publicar o texto referente as imagens, que foi composto pelos Padre e teóforos nossos, congregados pelo Espírito Santo,Puro e Perfeito, no II concílio de Nikaia:"Conservamos religiosamente todas as tradições eclesiásticas, quer escritas, quer orais, dentre as quais se conta a confecção das imagens que patenteiam verdadeiramente a encarnação do Verbo de Deus e assim após atento e escrupuloso exame, afirmamos com certeza absoluta que as sagradas e venerandas imagens, pintadas ou encaixadas, desde de que executadas em matéria conveniente, devam ser exibidas nas paredes das igrejas, nos vasos sagrados, nos paramentos e reproduzidas nas praças públicas e nas casas dos particulares. Primeiramente a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo, em seguida as de sua Imaculada e Santa Mãe, e, enfim a de todos os anjos e santos que privam da amizade divina, da mesma maneira que fixamos o precioso e Santo emblema da vivificante Cruz, nas cúpulas e torres de nossos templos. E afirmamos que essas mesmas imagens são merecedoras de nossas homenagens e afeto, mas, não daquela adoração que pertence somente a Trindade Divina. dediquemos a essas imagens o mesmo respeito que dedicamos aos exemplares dos santos Evangelhos, oferecendo-lhes incenso, luzes e coroas floridas segundo aquele costume que remonta as gerações apostólicas, pois toda homenagem tributada a imagem não é oferecida a matéria de que é feita, mas ao ser espiritual que ela represente, isto é ao seu modelo."É pois, perfeitamente compativel com aquela adoração espiritual ensinada por nosso abençoado Mestre e Salvador Jesus Cristo, o culto que sua verdadeira igreja sempre prestou as imagens de seus membros e colaboradores, os Santos. Isto porque, ao contrário do que afirmam por sua própria conta, nossos acusadoresnenhum de nós jamais teve em mente, recorrer aos préstimos duma prancha de cédro, de alguns riscos de anil ou de algumas pedras de mármore. não é a esses elementos mortos que nos dirigimos, mas aquilo que eles representam.
Acontece que nós homens, não somos puros e perfeitos espíritos como a deidade, mas espíritos introduzidos num corpo material, por vontade dessa mesma deidade que assim nos concebeu...E que nossa natureza material utiliza os elementos materiais que a rodeiam como referênciais ou seja como representações simbólicas nas quais projetam os desejos e sentimentos engendrados pelo espírito.Acaso precisava Jesus de saliva ou de barro para curar ao cego... acaso precisava Jesus de água para purificar ou de azeite para ungir aos enfermos... ou de pão e vinho para comunicar-nos sua graça... É claro que ele, sendo Onipotente, não carecia de nenhum destes elementos materiais, mas utilizou-se amplamente deles, como veículos de sua divina presença, tendo em vista nosso complemento material.Por ai se vê que entre Jesus e Manes há um abismo intransponivel, pois para Manes o culto espiritual constituia precisamente nisto: num culto desprovido que quaisquer elementos materiais e isento de representações - tal e qual o culto calvinista ou batista - enquanto que para Jesus o culto verdadeiramente espiritual não exclui o emprego desses elemento ou a abolição das representações, mas apenas e tão somente, o direcionamento das mesmas para a natureza daquele Deus que é um Espírito puro e perfeito. Jesus não exclui os elementos materiais do culto, mas coloca-os a serviço das realidades espirituais, as quais passam a expressar materialmente, conferindo ao culto cristão uma dimensão humanitária que não se encontra nos cultos judaico e muçulmano.Quando Jesus disse aos seus apóstolos "A carne para nada presta" é evidente que não se referia a sua própria carne, gerada pelo porder divino e imolada na cruz para nossa elevação espiritual e tampouco da nossa, ou seja, da carne humana, porque sendo assim estariam dizendo: eu mesmo criei algo que não presta para nada, noutras palavras: Deus teria feito algo de imprestavel ou de inutil o que não se coaduna com sua natureza perfeita.
Caso compreendamos a referida palavra de Jesus desta maneira, ou seja, carnalmente, fazemo-la inferior aos escritos mosaicos que atribuem a Deus estas palavras, ditas logo após a criação: a viu que isto era bom! Porque de fato, tudo o que sai das mãos de Deus não pode deixar de ser bom.Quando Jesus diz que "a carne para nada presta" está pura e simplismente aludindo ao pensamento materialista e grosseiro de alguns de seus interlocutores e censurando-o com as únicas expresões disponiveis naquela circunstância.Quando Deus afirma que quer ser adorado em Espírito e Verdade, não quer dizer de modo algum que não é lícito ao povo cristão possuir imagens, mas que já estava farto de ser encarado pelos judeus como um homem infinitizado, que já estava farto de todo esse antropomorfismo e inclusive das diversas imperfeições que lhe atribuiram apresentando-o como inferior a Abraão ou a Moisés. Certo de que a humanidade chegara já a sua fase adulta, Deus revindica para sí um tratamento mais condizente com a sua natureza divina, com sua eternidade e com sua infinitude... desejava ele que os homens compreendessem duma vez por todas que ele não possuia nem braços, nem pés ou muito menos asas como uma galinha...que não habitava nem no templo de Jerusalem, nem no de Siquem, nem sob as nuvens ou em qualquer outro espaço, masque o universo inteiro e até mesmo a eternidade é que estavam imersos nele! Queria que paracem de imagina-lo como um ancião barbado sentado sob um trono ou cavalgando um mísero querubim, mas que o concebessem como uma essência espiritual anterior as figuras e objetos materiais, como uma essência eterna, infinita e indefinivel, como um Ser transcendente e inefavel.Eis é a primeira lição do Cristianismo: a da transcêndencia absoluta...E se o Cristianismo terminasse nela como o judaismo atual ou o Islã, não haveria necessidade de quaisquer imagens ou representações...
Mas definitivamente, o Cristianismo não para por aqui, o Cristianismo vai além, ultrapassa todas as barreiras imaginaveis e assume uma feição nitidamente paradoxal. Enfim o Cristianismo é ele mesmo um paradoxo, uma aparente contradição, uma espécie de antagonismo orgânico ou como já disse, um paradoxo e quiça seja esta a principal razão do fascinio que até hoje tem exercido sobre grende parte da humanidade.Porque apesar de ser rigorosamente monteista, porque apesar de seu trascendetalismo, porque apesar de salientar a eternidade e a infinitude do Ser Supremo, o Cristinismo é ao mesmo tempo imanente, imanentista e profundamente humano tendo em vista sua pedra angular que é a encarnação de Deus ou seja a doutrina de que Deus abdicou por algum tempo de sua transcendencia absoluta para elevar os vermesinhos que habitam este nosso mundo a fruição de sua natureza.Ao contrário dos antigos pagãos e Judeus que humanizavam a natureza divina, obscurecendo as noções de eternidade e infinitude o cristianismo deifica a natureza humana ou melhor sustenta que num determinado passo da história humana nossa natureza foi assumida pela natureza divina, noutras palavras: que a natureza divina associou ou incorporou a sí a natureza humana, na figura de Jesus filho de Maria.Para nós aquele humilde carpinteiro de Nazaré é o Transcendente, que recorrendo a sua onipotencia, fez-se ao mesmo tempo imanente... e que caminhou conosco, e que suportou as mesmas aflições, e que conheceu os mesmos sofrimentos...Na única pessoa de Cristo se encontraram as naturezas divina e humana... o divino elevando o humano e o humano servindo aos própositos do divino, numa perfeita união, uma união de amor, levada a cabo por amor de nós outros, os "degredados filhos de Eva", para dar continuidade a nossa evolução e nos libertar das imperfeições anímicas.Veja caríssimo Sr M, que seus profetas judeus lhe enganaram e trairam sua própria causa.
Sim os teus profetas judeus te enganaram, porque Deus - ainda que as escrituras hebraicas profanem a sua natureza apresentando-o como um enganador, in I Reis, 21 - esse não engana, nem mente, mas é a própria Verdade.Pois se Moisés registrou nas tabuas sagradas que a confecção de imagens referentes aos seres que vivem sobre a terra era terminantemente vedada, ele mesmo contradisse a sí mesmo e violou suas ordens ao mandar construir a serpente de bronze, e violou-a novamente ao determinar que se bordassem querubins da cortina do tabernáculo, e ainda ao colocar duas esculturas sobre a arca mágica, e assim sucessivamente em muitos outros passos da torá.Violou-o mais ainda salomão ao edificar o templo de Jerusalem e adornando-o com esculturas, relevos, pinturasm, bordados e obras de metal... e fazendo-o mais parecido com uma catedral papista do que com um templo batista com suas paredes nuas e caiadas de branco. E Deus nem prestou atenção nisto, mas foi lá habitar com todas essas imagens que os protestantes chamam de ídolos... dis-me com quem andas e te direí quem és...As escrituras hebraicas, profanando como sempre o cárater divino, chegam ao ponto de apresentar o Ser Supremo como passivel de ciúme, quando na verdade o ciumento era Moisés ou melhos Josias e os sacerdotes do templo que se fizeram passar por ele.Deus nada tem de ciumento porque aceitou como oferenda expiatória as imagenzinhas de ouro oferecidas pelos filisteus e até fez suspender a peste que grassava sobre eles... I Sam 6,5Em se tratando de ídolod como afirma a gente da reforma, porque Deus os teria curado ao invés de tornar mais rigorosa ainda sua punição...Mas nós não somos hebreus e não estamos sob o jugo daquelas "leis não boas" que Moisés forjou para eles.Porque nem Abraão, nem Moisés, nem David possuiam a divina graça, mas viviam assentados nas trevas da morte... Por Moisés veio a lei, a Graça e a Verdade, todavia, vieram por Jesus Cristo.
A única lei que não foi derrocada por Cristo é a lei moral, dita lei eterna, que se inicia a partir do quinto paragrafo do decalogo, e reza: Auxiliaras teus progenitores, não matarás, não roubarás, não adulterarás, não mentirás, não invejaras os bens alheios...Esta lei é sagrada e imutavel porque é do conhecimento de todos os povos e nações da terra, porque foi como que gravada na consciência de todos os seres humanos... porque consta igualmente nos textos sapiensais do antigo Egito, nas alocuções de Zoroastro, Buda e Confúcio, nas preleções de Sócrates, etc além da segunda parte do decalogo é claro...Por isso que Jesus não só manteve como aguçou ainda mais o alcançe de todas elas no Sermão do monte... atingindo as intenções mesmas ao invés de condenar apenas as ações. Porque Moisés e os mais legisladores da antiguidade limitaram-se a examinar as operações humanas enquanto Jesus tratando dos sentimentos e valores atingiu o cerne mesmo de todas as operações humanas, sua fonte, seu princípio.Nosso decalogo é muito superior ao que foi transmitido por Moisés aos hebreus porque não versa sobre as ações que brotam dos sentimentos mas sobre sentimentos que determinam ações. Jesus não diz não matárás, mas: não deverás odiar teu próximo i. é mata-lo em teu coração; Jesus não diz: não mentiras, mas fala sempre com simplicidade recusando aos juramentos; Jesus não diz: não farás sexo com qualquer um, mas, disciplina os teus sentidos e desejos; Jesus não diz não roubarás, mas, vive com moderação... e acrescenta sê pasciente, manso, generoso, amante da paz, etc porque essas dispodições de espírito tornam o homem bemaventurado e perfeito.As sentenças mosaicas são como as sentenças publicadas por um jurista e seu interesse é apenas e tão somente advertir os possiveis infratores quanto as punições estabelecidas e quiçá dissuadi-los de cometer o crime pelo terror .
As sentenças de Jesus nos revelam um fino psicologo, resolvido a auxiliar os homens, para que vençam a si mesmos, para que superem seus instintos, para que ultrapassem suas limitações e para que atinjam um status moral mais elevado.O objetivo de Moisés era evitar que todo povo perecece sufocado por fatricidios e lutas intestinas, a meta de Jesus é tanto mais personalista: orientar a cada ser humano para que triunfe de seus conflitos interiores passando a viver serenamente.Evidentemente que não estamos falando daquela serenidade burguesa que constitui em isolar-se numa contemplação estéril da própria beatitude, mas, daquela serenidade fecunda lança o homem para fora de sí e torna-o solidário para com todas as criaturas vivas, daquela serenidade que faz do cristão um homem engajado nas lutas sociais de seu tempo, que faz do cristão alguém que faz a diferença...Por isso que Jesus nem aborda esse tipo de questão, como a da idolatria, que obsecava a mente de seus coevos, como obseca ainda hoje a mente dos nossos reformados... Jesus porém não quer saber de nada disso... pois ele sabe que o politeismo e a idolatria nada mais são de manifestações da ignorância humana... e que basta a luz da razão para emancipar os homens desses fetiches.Ele também sabia que seus antepassados judeus, tão zelosos quanto a unidade e a invisibilidade divinas, não souberam ser tão zelosos quanto a segunda parte e a parte verdadeiramente divina do decalogo.Porque os judeus mataram e roubaram aos outros povos, como os egipcios e cananeus; estupraram suas mulheres e filhas, pregaram-lhes diversas mentiras e ainda tiveram a audácia de atribuir a Santidade divina todos esses crimes e iniquidades. Empregaram o segundo mandamento - que dizia respeito apenas e tão somente a eles - com o intuíto de destruir toda a lei moral, engendraram uma espécie de fideismo antes de Lutero e deram inicio a primeira inquisição, mais tarde imitada por papistas e protestantes.
Assim devido ao fanatismo e a cegueira com que abraçaram a um dos mandamentos, pecaram contra todos os outros e ficaram sem merecimento algum, pois: Quem viola a um dos mandamentos da lei, a todos viola.Por isso Jesus não reeditou este mandamento, porque sabia que fora dado apenas aos judeus e que se convertera num laço de perdição para eles.Pois juntamente com os ídolos de pedra e pau que destruiam os hebreus destruiam juntamente milhares de almas humanas, feitas a imagem e semelhança de Deus.Agora ide e respigai em nosso testamento Novo, validado pela aliança Nova do sangue de Cristo, ide, e respigai, para ver se encontrais alguma norma ou estatuto que nos vede a confecção de imagens religosas...Quando vocês se dirigem a Moisés, ou a Abraão, ou a David, ou a qualquer um dos profetas antigos com o intuíto de estruturar sua argumentação, já patenteiam a sua fragilidade, porque não são capazes de recorrer a pena apostólica ou as sentenças do Verbo divino, por isso dão as costas a realidade e se voltam para as obscuridades da lei, por isso renunciam a graça salvadora e alus do meio-dia e vão pedir graça e luz aqueles que suspiraram pelo dia de Cristo e que não chegavam aos pés do precursor João Batista.Tais alegações ficavam bem nos lábios daquelas velhotas ignorantes que a trinta anos passados iam a residência de minha avó materna - protestante fervorosa - para clamar em altos brados contra a adoração feita a Camosh ou a Moloc nos templos da igreja romana... as pobrezinhas sequer sabiam que essas divindades eram adoradas pelos antigos cananeus e que nos templos romanos só haviam imagens de Jesus, de sua Mãe, dos Apostólos e dos Santos, ao invés dessas divindades privadas de adoração e de adoradores há mais de 2000 anos...Tanto o Sr. quanto elas deviam ir a sinagoga dos judeus, ao invés de molestar-nos com recursos a essas autoridades judaicas... nosso Mestre é Jesus de Nazaré e nossos doutores os Apóstolos e evagelistas.
Evidentemente que os judeus não podiam ter imagens de qualquer tipo sob pena de pecado uma vez que a dispensação judaica é anterior a encarnação de Deus na pessoa de Cristo. Os judeus não podiam ter figuras em seus templos porque viveram sob o jugo da transcendencia absoluta, nós Cristãos porém afirmamos que Deus de fez homem em Jesus filho de Maria... "O Verbo se fez carne e habitou entre nós"E o que isto quer dizer...Que o Deus cristão tem um corpo, um aspecto ou aparência física, uma imagem ou figura capaz de ser artisticamente representada.Para nós as maõs, pés, olhos, boca, ouvidos e nariz de Cristo, são verdadeiramente membros da divindade ou seja as mãos, boca, nariz, cérebro e coração de Deus.O Deus cristão não é mais puro espírito, mas um espírito materializado, encarnado, corporificado em Jesus de Nazaré. Nosso Deus não é invisivel como o Deus Maometado, mas um Deus visivel em Cristo... a face do carpinteiro galileu é a face da divindade e seus pés são os pés benditos do mensageiro da paz.Aquela face que Abrão viu apenas de relance e pela qual todos os patriarcas suspiraram... aquela face mais brilhante diante da qual os espíritos elevados baixam suas vistas é a mesma face miraculosamente reproduzida no Mandilion de Turim.Nosso Deus é um Deus revestido de natureza humana e folgamos por reproduzir sua natureza em nossos templos e lares como que para reprovar a incredulidade dos herbreus e maometanos.A econômia Cristã esta toda fundamentada no dogma da encarnação divina.Todos os demais artigos de fé e toda teologia cristã tem seu ponto de partida na crença de que o Deus cristão se fez essencialmente presente naquele humilde carpinteiro.Por isso covem patentear sua encarnação por meio da arte, adornando nossos templos com suas imagens, e nã apenas com as suas, mas também daquela que lhe comunicou a natureza humana, a Imaculada e sempre Virge Maria sua Mãe.
Porque Jesus poderia ter criado do nada um corpo para sí, mas preferiu contar comos préstimos dessa Virgem pura.Porque Jesus poderia ter descido adulto dos céus, mas preferiu contar com a colaboração dessa Virgem humilde.Porque o corpo dela é a fonte donde saiu o corpo sagrado dele.Porque foi nela que realizou-se o mistério central de nossa fé.Porque ele reproduziu em seu corpo físico as feições dela.Então, logo após o filho, representamos essa Mãe bendita em nossos templos e oratórios.E depois o pai adotivo do Senhor José ben Heli, que preservou o seu complemento carnal da fúria de Herodes conduzindo-o a terra do Egito.E seu primo e precursor João o Batista.E seus egrégios apóstolos Pedro, Paulo, Tiago, João, André...E os evangelistas Marcos, Lucas, Judas, clemente...E os missionários Apolo, Silas, Barnabé...E os mártires Antipas, Ignatius, Policarpo, Irineus, Justino...E os Doutores Zóticos, Teófilos, Tertuliano, Orígenes, Eusébios, Crisóstos...Enfim todos os amigos e servidores de Cristo, feitos seus filhos pela caridade, seus membros pelo batismo, seus imitadores pela misericórdia e seus convivas pela morte. A eles também pintamos nas nossas igrejas pois são nossos irmãos mais velhos que já partiram e que esperam que atingimos logo a maturidade em Cristo.Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pelos quais Deus tem se manifestado na história.
Acontece que nós homens, não somos puros e perfeitos espíritos como a deidade, mas espíritos introduzidos num corpo material, por vontade dessa mesma deidade que assim nos concebeu...E que nossa natureza material utiliza os elementos materiais que a rodeiam como referênciais ou seja como representações simbólicas nas quais projetam os desejos e sentimentos engendrados pelo espírito.Acaso precisava Jesus de saliva ou de barro para curar ao cego... acaso precisava Jesus de água para purificar ou de azeite para ungir aos enfermos... ou de pão e vinho para comunicar-nos sua graça... É claro que ele, sendo Onipotente, não carecia de nenhum destes elementos materiais, mas utilizou-se amplamente deles, como veículos de sua divina presença, tendo em vista nosso complemento material.Por ai se vê que entre Jesus e Manes há um abismo intransponivel, pois para Manes o culto espiritual constituia precisamente nisto: num culto desprovido que quaisquer elementos materiais e isento de representações - tal e qual o culto calvinista ou batista - enquanto que para Jesus o culto verdadeiramente espiritual não exclui o emprego desses elemento ou a abolição das representações, mas apenas e tão somente, o direcionamento das mesmas para a natureza daquele Deus que é um Espírito puro e perfeito. Jesus não exclui os elementos materiais do culto, mas coloca-os a serviço das realidades espirituais, as quais passam a expressar materialmente, conferindo ao culto cristão uma dimensão humanitária que não se encontra nos cultos judaico e muçulmano.Quando Jesus disse aos seus apóstolos "A carne para nada presta" é evidente que não se referia a sua própria carne, gerada pelo porder divino e imolada na cruz para nossa elevação espiritual e tampouco da nossa, ou seja, da carne humana, porque sendo assim estariam dizendo: eu mesmo criei algo que não presta para nada, noutras palavras: Deus teria feito algo de imprestavel ou de inutil o que não se coaduna com sua natureza perfeita.
Caso compreendamos a referida palavra de Jesus desta maneira, ou seja, carnalmente, fazemo-la inferior aos escritos mosaicos que atribuem a Deus estas palavras, ditas logo após a criação: a viu que isto era bom! Porque de fato, tudo o que sai das mãos de Deus não pode deixar de ser bom.Quando Jesus diz que "a carne para nada presta" está pura e simplismente aludindo ao pensamento materialista e grosseiro de alguns de seus interlocutores e censurando-o com as únicas expresões disponiveis naquela circunstância.Quando Deus afirma que quer ser adorado em Espírito e Verdade, não quer dizer de modo algum que não é lícito ao povo cristão possuir imagens, mas que já estava farto de ser encarado pelos judeus como um homem infinitizado, que já estava farto de todo esse antropomorfismo e inclusive das diversas imperfeições que lhe atribuiram apresentando-o como inferior a Abraão ou a Moisés. Certo de que a humanidade chegara já a sua fase adulta, Deus revindica para sí um tratamento mais condizente com a sua natureza divina, com sua eternidade e com sua infinitude... desejava ele que os homens compreendessem duma vez por todas que ele não possuia nem braços, nem pés ou muito menos asas como uma galinha...que não habitava nem no templo de Jerusalem, nem no de Siquem, nem sob as nuvens ou em qualquer outro espaço, masque o universo inteiro e até mesmo a eternidade é que estavam imersos nele! Queria que paracem de imagina-lo como um ancião barbado sentado sob um trono ou cavalgando um mísero querubim, mas que o concebessem como uma essência espiritual anterior as figuras e objetos materiais, como uma essência eterna, infinita e indefinivel, como um Ser transcendente e inefavel.Eis é a primeira lição do Cristianismo: a da transcêndencia absoluta...E se o Cristianismo terminasse nela como o judaismo atual ou o Islã, não haveria necessidade de quaisquer imagens ou representações...
Mas definitivamente, o Cristianismo não para por aqui, o Cristianismo vai além, ultrapassa todas as barreiras imaginaveis e assume uma feição nitidamente paradoxal. Enfim o Cristianismo é ele mesmo um paradoxo, uma aparente contradição, uma espécie de antagonismo orgânico ou como já disse, um paradoxo e quiça seja esta a principal razão do fascinio que até hoje tem exercido sobre grende parte da humanidade.Porque apesar de ser rigorosamente monteista, porque apesar de seu trascendetalismo, porque apesar de salientar a eternidade e a infinitude do Ser Supremo, o Cristinismo é ao mesmo tempo imanente, imanentista e profundamente humano tendo em vista sua pedra angular que é a encarnação de Deus ou seja a doutrina de que Deus abdicou por algum tempo de sua transcendencia absoluta para elevar os vermesinhos que habitam este nosso mundo a fruição de sua natureza.Ao contrário dos antigos pagãos e Judeus que humanizavam a natureza divina, obscurecendo as noções de eternidade e infinitude o cristianismo deifica a natureza humana ou melhor sustenta que num determinado passo da história humana nossa natureza foi assumida pela natureza divina, noutras palavras: que a natureza divina associou ou incorporou a sí a natureza humana, na figura de Jesus filho de Maria.Para nós aquele humilde carpinteiro de Nazaré é o Transcendente, que recorrendo a sua onipotencia, fez-se ao mesmo tempo imanente... e que caminhou conosco, e que suportou as mesmas aflições, e que conheceu os mesmos sofrimentos...Na única pessoa de Cristo se encontraram as naturezas divina e humana... o divino elevando o humano e o humano servindo aos própositos do divino, numa perfeita união, uma união de amor, levada a cabo por amor de nós outros, os "degredados filhos de Eva", para dar continuidade a nossa evolução e nos libertar das imperfeições anímicas.Veja caríssimo Sr M, que seus profetas judeus lhe enganaram e trairam sua própria causa.
Sim os teus profetas judeus te enganaram, porque Deus - ainda que as escrituras hebraicas profanem a sua natureza apresentando-o como um enganador, in I Reis, 21 - esse não engana, nem mente, mas é a própria Verdade.Pois se Moisés registrou nas tabuas sagradas que a confecção de imagens referentes aos seres que vivem sobre a terra era terminantemente vedada, ele mesmo contradisse a sí mesmo e violou suas ordens ao mandar construir a serpente de bronze, e violou-a novamente ao determinar que se bordassem querubins da cortina do tabernáculo, e ainda ao colocar duas esculturas sobre a arca mágica, e assim sucessivamente em muitos outros passos da torá.Violou-o mais ainda salomão ao edificar o templo de Jerusalem e adornando-o com esculturas, relevos, pinturasm, bordados e obras de metal... e fazendo-o mais parecido com uma catedral papista do que com um templo batista com suas paredes nuas e caiadas de branco. E Deus nem prestou atenção nisto, mas foi lá habitar com todas essas imagens que os protestantes chamam de ídolos... dis-me com quem andas e te direí quem és...As escrituras hebraicas, profanando como sempre o cárater divino, chegam ao ponto de apresentar o Ser Supremo como passivel de ciúme, quando na verdade o ciumento era Moisés ou melhos Josias e os sacerdotes do templo que se fizeram passar por ele.Deus nada tem de ciumento porque aceitou como oferenda expiatória as imagenzinhas de ouro oferecidas pelos filisteus e até fez suspender a peste que grassava sobre eles... I Sam 6,5Em se tratando de ídolod como afirma a gente da reforma, porque Deus os teria curado ao invés de tornar mais rigorosa ainda sua punição...Mas nós não somos hebreus e não estamos sob o jugo daquelas "leis não boas" que Moisés forjou para eles.Porque nem Abraão, nem Moisés, nem David possuiam a divina graça, mas viviam assentados nas trevas da morte... Por Moisés veio a lei, a Graça e a Verdade, todavia, vieram por Jesus Cristo.
A única lei que não foi derrocada por Cristo é a lei moral, dita lei eterna, que se inicia a partir do quinto paragrafo do decalogo, e reza: Auxiliaras teus progenitores, não matarás, não roubarás, não adulterarás, não mentirás, não invejaras os bens alheios...Esta lei é sagrada e imutavel porque é do conhecimento de todos os povos e nações da terra, porque foi como que gravada na consciência de todos os seres humanos... porque consta igualmente nos textos sapiensais do antigo Egito, nas alocuções de Zoroastro, Buda e Confúcio, nas preleções de Sócrates, etc além da segunda parte do decalogo é claro...Por isso que Jesus não só manteve como aguçou ainda mais o alcançe de todas elas no Sermão do monte... atingindo as intenções mesmas ao invés de condenar apenas as ações. Porque Moisés e os mais legisladores da antiguidade limitaram-se a examinar as operações humanas enquanto Jesus tratando dos sentimentos e valores atingiu o cerne mesmo de todas as operações humanas, sua fonte, seu princípio.Nosso decalogo é muito superior ao que foi transmitido por Moisés aos hebreus porque não versa sobre as ações que brotam dos sentimentos mas sobre sentimentos que determinam ações. Jesus não diz não matárás, mas: não deverás odiar teu próximo i. é mata-lo em teu coração; Jesus não diz: não mentiras, mas fala sempre com simplicidade recusando aos juramentos; Jesus não diz: não farás sexo com qualquer um, mas, disciplina os teus sentidos e desejos; Jesus não diz não roubarás, mas, vive com moderação... e acrescenta sê pasciente, manso, generoso, amante da paz, etc porque essas dispodições de espírito tornam o homem bemaventurado e perfeito.As sentenças mosaicas são como as sentenças publicadas por um jurista e seu interesse é apenas e tão somente advertir os possiveis infratores quanto as punições estabelecidas e quiçá dissuadi-los de cometer o crime pelo terror .
As sentenças de Jesus nos revelam um fino psicologo, resolvido a auxiliar os homens, para que vençam a si mesmos, para que superem seus instintos, para que ultrapassem suas limitações e para que atinjam um status moral mais elevado.O objetivo de Moisés era evitar que todo povo perecece sufocado por fatricidios e lutas intestinas, a meta de Jesus é tanto mais personalista: orientar a cada ser humano para que triunfe de seus conflitos interiores passando a viver serenamente.Evidentemente que não estamos falando daquela serenidade burguesa que constitui em isolar-se numa contemplação estéril da própria beatitude, mas, daquela serenidade fecunda lança o homem para fora de sí e torna-o solidário para com todas as criaturas vivas, daquela serenidade que faz do cristão um homem engajado nas lutas sociais de seu tempo, que faz do cristão alguém que faz a diferença...Por isso que Jesus nem aborda esse tipo de questão, como a da idolatria, que obsecava a mente de seus coevos, como obseca ainda hoje a mente dos nossos reformados... Jesus porém não quer saber de nada disso... pois ele sabe que o politeismo e a idolatria nada mais são de manifestações da ignorância humana... e que basta a luz da razão para emancipar os homens desses fetiches.Ele também sabia que seus antepassados judeus, tão zelosos quanto a unidade e a invisibilidade divinas, não souberam ser tão zelosos quanto a segunda parte e a parte verdadeiramente divina do decalogo.Porque os judeus mataram e roubaram aos outros povos, como os egipcios e cananeus; estupraram suas mulheres e filhas, pregaram-lhes diversas mentiras e ainda tiveram a audácia de atribuir a Santidade divina todos esses crimes e iniquidades. Empregaram o segundo mandamento - que dizia respeito apenas e tão somente a eles - com o intuíto de destruir toda a lei moral, engendraram uma espécie de fideismo antes de Lutero e deram inicio a primeira inquisição, mais tarde imitada por papistas e protestantes.
Assim devido ao fanatismo e a cegueira com que abraçaram a um dos mandamentos, pecaram contra todos os outros e ficaram sem merecimento algum, pois: Quem viola a um dos mandamentos da lei, a todos viola.Por isso Jesus não reeditou este mandamento, porque sabia que fora dado apenas aos judeus e que se convertera num laço de perdição para eles.Pois juntamente com os ídolos de pedra e pau que destruiam os hebreus destruiam juntamente milhares de almas humanas, feitas a imagem e semelhança de Deus.Agora ide e respigai em nosso testamento Novo, validado pela aliança Nova do sangue de Cristo, ide, e respigai, para ver se encontrais alguma norma ou estatuto que nos vede a confecção de imagens religosas...Quando vocês se dirigem a Moisés, ou a Abraão, ou a David, ou a qualquer um dos profetas antigos com o intuíto de estruturar sua argumentação, já patenteiam a sua fragilidade, porque não são capazes de recorrer a pena apostólica ou as sentenças do Verbo divino, por isso dão as costas a realidade e se voltam para as obscuridades da lei, por isso renunciam a graça salvadora e alus do meio-dia e vão pedir graça e luz aqueles que suspiraram pelo dia de Cristo e que não chegavam aos pés do precursor João Batista.Tais alegações ficavam bem nos lábios daquelas velhotas ignorantes que a trinta anos passados iam a residência de minha avó materna - protestante fervorosa - para clamar em altos brados contra a adoração feita a Camosh ou a Moloc nos templos da igreja romana... as pobrezinhas sequer sabiam que essas divindades eram adoradas pelos antigos cananeus e que nos templos romanos só haviam imagens de Jesus, de sua Mãe, dos Apostólos e dos Santos, ao invés dessas divindades privadas de adoração e de adoradores há mais de 2000 anos...Tanto o Sr. quanto elas deviam ir a sinagoga dos judeus, ao invés de molestar-nos com recursos a essas autoridades judaicas... nosso Mestre é Jesus de Nazaré e nossos doutores os Apóstolos e evagelistas.
Evidentemente que os judeus não podiam ter imagens de qualquer tipo sob pena de pecado uma vez que a dispensação judaica é anterior a encarnação de Deus na pessoa de Cristo. Os judeus não podiam ter figuras em seus templos porque viveram sob o jugo da transcendencia absoluta, nós Cristãos porém afirmamos que Deus de fez homem em Jesus filho de Maria... "O Verbo se fez carne e habitou entre nós"E o que isto quer dizer...Que o Deus cristão tem um corpo, um aspecto ou aparência física, uma imagem ou figura capaz de ser artisticamente representada.Para nós as maõs, pés, olhos, boca, ouvidos e nariz de Cristo, são verdadeiramente membros da divindade ou seja as mãos, boca, nariz, cérebro e coração de Deus.O Deus cristão não é mais puro espírito, mas um espírito materializado, encarnado, corporificado em Jesus de Nazaré. Nosso Deus não é invisivel como o Deus Maometado, mas um Deus visivel em Cristo... a face do carpinteiro galileu é a face da divindade e seus pés são os pés benditos do mensageiro da paz.Aquela face que Abrão viu apenas de relance e pela qual todos os patriarcas suspiraram... aquela face mais brilhante diante da qual os espíritos elevados baixam suas vistas é a mesma face miraculosamente reproduzida no Mandilion de Turim.Nosso Deus é um Deus revestido de natureza humana e folgamos por reproduzir sua natureza em nossos templos e lares como que para reprovar a incredulidade dos herbreus e maometanos.A econômia Cristã esta toda fundamentada no dogma da encarnação divina.Todos os demais artigos de fé e toda teologia cristã tem seu ponto de partida na crença de que o Deus cristão se fez essencialmente presente naquele humilde carpinteiro.Por isso covem patentear sua encarnação por meio da arte, adornando nossos templos com suas imagens, e nã apenas com as suas, mas também daquela que lhe comunicou a natureza humana, a Imaculada e sempre Virge Maria sua Mãe.
Porque Jesus poderia ter criado do nada um corpo para sí, mas preferiu contar comos préstimos dessa Virgem pura.Porque Jesus poderia ter descido adulto dos céus, mas preferiu contar com a colaboração dessa Virgem humilde.Porque o corpo dela é a fonte donde saiu o corpo sagrado dele.Porque foi nela que realizou-se o mistério central de nossa fé.Porque ele reproduziu em seu corpo físico as feições dela.Então, logo após o filho, representamos essa Mãe bendita em nossos templos e oratórios.E depois o pai adotivo do Senhor José ben Heli, que preservou o seu complemento carnal da fúria de Herodes conduzindo-o a terra do Egito.E seu primo e precursor João o Batista.E seus egrégios apóstolos Pedro, Paulo, Tiago, João, André...E os evangelistas Marcos, Lucas, Judas, clemente...E os missionários Apolo, Silas, Barnabé...E os mártires Antipas, Ignatius, Policarpo, Irineus, Justino...E os Doutores Zóticos, Teófilos, Tertuliano, Orígenes, Eusébios, Crisóstos...Enfim todos os amigos e servidores de Cristo, feitos seus filhos pela caridade, seus membros pelo batismo, seus imitadores pela misericórdia e seus convivas pela morte. A eles também pintamos nas nossas igrejas pois são nossos irmãos mais velhos que já partiram e que esperam que atingimos logo a maturidade em Cristo.Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pelos quais Deus tem se manifestado na história.
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